sexta-feira, 19 de abril de 2013

Avião a etanol


Em janeiro de 2012, o avião agrícola Ipanema alcançou a marca de 1.200 unidades entregues. Só em 2011, foram vendidas, no Brasil e nos países do Mercosul, 58 unidades, um aumento de 45% em relação ao ano anterior. Tamanho sucesso do modelo tem duas explicações. Em primeiro lugar, ele é um modelo confiável, com 40 anos de produção ininterrupta.
Além disso, nos últimos 8 anos as vendas foram impulsionadas pelo Ipanema 202-A, o primeiro avião produzido em série no mundo com certificado a operar movido a etanol (álcool hidratado), mesmo combustível usado em automóveis.
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  • Etanol reduz o impacto ambiental e melhora o desempenho da aeronave
A fonte alternativa de energia renovável, derivada da cana-de-açúcar, reduziu o impacto ambiental e os custos de operação e manutenção e ainda melhorou o desempenho geral da aeronave.
Líder no mercado de aviação agrícola no Brasil, com cerca de 75% de participação, o Ipanema é utilizado principalmente na pulverização de defensivos agrícolas. Ele também ajuda a combater incêndios, vetores e larvas.
Atualmente, em torno de 30% da frota de modelos Ipanema do Brasil já é formada pelo 202-A.
O combustível tem grande impacto em toda a cadeia de operação do modelo. Além de ser menos poluente, o etanol faz uma grande diferença no desempenho da aeronave. Com ele, o motor roda mais frio, o que diminui seu desgaste e permite a extensão da Revisão Geral do Motor (TBO). A potência é maior, enquanto que o custo operacional tem uma diminuição considerável.
Considerando uma frota de 600 aviões, o modelo demanda 21,6 milhões de litros de etanol e gera redução de US$ 13,5 milhões por ano no custo operacional.
A Indústria Aeronáutica Neiva apresentou protótipo em 2004. Foram dois anos entre pesquisa, aperfeiçoamento do modelo, testes e a certificação pelo Centro Tecnológico Aeroespacial (CTA), em São José dos Campos (SP).
A fuselagem do avião é toda construída com tubos metálicos de aço especial, que absorve impactos em caso de colisão, e os painéis externos são de fácil remoção para limpeza.
Além disso, as rodas do trem de pouso de grande diâmetro e com grande distância entre eixos proporcionam maior estabilidade na hora do pouso e da decolagem.
Fontes: