terça-feira, 4 de setembro de 2012

Reunião com servidores termina sem acordo Ministério do Planejamento ofereceu reajuste de 15,8% aos servidores públicos em greve; nova reunião está marcada para este sábado Da Agência Brasil noticias@band.com.br


A reunião entre o Ministério do Planejamento e os servidores federais em greve terminou mais uma vez sem acordo. O governo federal ofereceu reajuste de 15,8% à categoria, a ser pago até 2015. Ao todo, 18 setores do serviço público federal, enquadrados no PGPE (Plano Geral de Cargos do Poder Executivo) e nas carreiras da PST (Previdência, Saúde e Trabalho) receberiam o valor. 

Entretanto, a proposta foi considerada insatisfatória. Segundo a Condsef (Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal), que representou os servidores na reunião, os líderes sindicais aceitaram debater ajustes na oferta. Uma nova rodada de negociações foi marcada para as 14h deste sábado. 

Os servidores pleiteavam equiparação com as carreiras contempladas pela Lei 12.277 – que trata dos rendimentos de engenheiros, arquitetos, economistas e geólogos dentro do funcionalismo. Segundo o secretário-geral da Condsef, Josemilton Costa, a justificava do governo para não conceder a equalização são as restrições orçamentárias no momento de crise econômica.

Greve 

Costa diz que, apesar da insatisfação com o percentual, foi alcançado um consenso no sentido de incorporar o reajuste aos vencimentos básicos das carreiras, e não às gratificações. Os sindicalistas também querem uma proposta que contemple separadamente servidores de nível superior, técnicos administrativos e auxiliares – em lugar de um aumento linear, como foi proposto. "Essa reunião pelo menos apontou um caminho. A nossa área técnica vai se reunir com os técnicos deles [do Ministério do Planejamento] para buscar uma proposta que fortaleça o vencimento básico. Vamos buscar o menos pior para os trabalhadores.”

As categorias representadas na reunião desta sexta-feira estão em greve desde o dia 18 de junho. Segundo Costa, elas detêm os salários mais baixos do funcionalismo público. "Quando essa lei [12.277] aumentou os salários de engenheiros, arquitetos e geólogos de R$ 5,9 mil para R$ 10,2 mil criou um fosso de 78% com relação às demais carreiras. Estamos negociando a equiparação desde 2010", informou.

O secretário de Relações do Trabalho, Sérgio Mendonça, tem reuniões marcadas com entidades e sindicatos que representam os servidores públicos até a noite de hoje, além de encontros agendados para amanhã.