quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Governo devolverá metade do dinheiro Servidores públicos em greve que fizeram acordo e aceitaram reajuste de 15,8% começam a receber 50% do corte de ponto


O governo promete começar a devolver na próxima semana 50% do valor descontado nos salários dos servidores públicos que fecharam acordo e aceitaram receber um reajuste parcelado de 15,8% até 2015 e puseram fim à greve.


A partir de quarta-feira, serão devolvidos cerca de R$ 10 milhões aos contracheques de 11.495 servidores públicos. A Condsef (Confederação Nacional dos Servidores Públicos Federais), que representa 18 carreiras, teve uma reunião ontem no Ministério do Planejamento para garantir a restituição. “Muitos servidores ficaram com contracheques zerados e ainda estavam sem confirmação se teriam a devolução dos salários”, salientou o diretor da Condsef, Sérgio Ronaldo da Silva, afirmando que vai continuar a negociação para a restituição do valor integral.

Na semana passada, a ministra do Planejamento, Mírian Belchior, afirmou que seria exigido um plano de reposição dos dias parados para garantir a devolução da outra metade dos valores descontados. Segundo o governo, o plano terá que ser aprovado pelo ministério e, em seguida, será disponibilizado na internet. O cumprimento do acordo será fiscalizado pela CGU (Controladoria- Geral da União).

O pagamento deverá ser feito por meio de uma folha de pagamento suplementar e foi a única alternativa para diminuir a tensão com os sindicalistas.

No auge das paralisações, a presidente Dilma Rousseff determinou o corte de ponto, na tentativa de enfraquecer o movimento, mas o efeito foi exatamente o contrário. Até o fim das negociações, 32 carreiras ficaram em greve. Sem avanço nas negociações, 93% dos servidores aceitaram a proposta de reajuste salarial.

Apenas os funcionários do Incra e os agentes, escrivães e papiloscopistas da Polícia Federal continuam em greve. Os servidores das 10 agências reguladoras não assinaram o acordo, mas voltaram ao trabalho.