domingo, 9 de setembro de 2012

domingo, 9 de setembro de 2012 - 08h03 Atualizado em domingo, 9 de setembro de 2012 - 09h02 Como decidir entre aluguel e compra de imóvel Antes de decidir entre financiamento, aluguel ou compra, é fundamental saber os limites do orçamento


A escolha entre alugar ou comprar um imóvel é decisiva e pode comprometer o orçamento por muitos anos. Por isso, há diversos pontos a considerar antes de fechar o negócio. O professor de matemática financeira e membro do Conselho Regional de Economia e vice-presidente da OEB (Ordem dos Economistas do Brasil), José Dutra Sobrinho ajuda a não errar nessa decisão.

Orçamento

Anote todos os gastos da casa, os fixos e os variáveis, para saber quanto estará disponível para o pagamento do aluguel ou da prestação da compra. Segundo o professor, a norma estabelecida pelo regulamento do sistema financeiro de habitação é de que as parcelas não comprometam mais do que 30% do orçamento integral da casa.

Se o morador não pretender ficar muito tempo no imóvel ou não tiver um capital para dar entrada em um financiamento, o ideal é alugar, diz Dutra. Por outro lado, a compra de imóveis requer uma parcela mais alta, mas garante uma posse no futuro. “No aluguel, o dinheiro pago morre”, afirma.

Outra possibilidade é usar o dinheiro do financiamento para alugar um imóvel, e aplicar o restante. Para essa opção, a taxa de lucro líquido não é superior a 0,5% ao mês, alerta o economista.

Documentação

É fundamental fazer uma pesquisa com vizinhos para saber o estado de conservação e a situação dos documentos do imóvel. Isso ajuda a prever gastos com reformas e reparos que podem interferir no orçamento e na decisão pela compra ou locação.

Leilões

Os bancos costumam leiloar imóveis por falta de pagamento do proprietário anterior, o que pode ser uma ótima opção para quem quer entrar em um financiamento.

Na Caixa Econômica Federal, por exemplo, os imóveis são oferecidos em um primeiro leilão onde o lance mínimo correspondente ao maior valor entre a dívida total e o valor atualizado da garantia. Caso os imóveis não sejam vendidos, vão para o 2º leilão, cujo lance mínimo é o menor entre a dívida total e o valor atualizado de mercado.

O arrematante paga, no pregão, o valor da comissão do leiloeiro, correspondente a 5 % do lance vencedor e dá como entrada 20% do valor do lance à Caixa, independente de ser financiado na totalidade.

Esses leilões são divulgados em jornais de grande circulação nas cidades onde os imóveis estão localizados. Além disso, os imóveis arrematados vêm com a documentação totalmente regularizada.

Momento econômico

Pelo histórico, nos últimos dois anos os imóveis se valorizaram muito e, apesar de existirem incertezas sobre o que acontecerá no futuro, a tendência é que, se houver valorização, ela não seja tão grande.

Isso porque no Brasil, o poder de compra do consumidor aumentou e o índice de desemprego caiu. Dessa forma, as pessoas estão mais propensas a adquirir dívidas longas.

O preço dos imóveis subiu porque o Governo criou incentivos na área da construção, financiamento e taxas de juros baixas. Os agentes financeiros aumentaram o prazo, que passou de 20 para até 35 anos, diminuindo o valor de cada parcela, explica o economista.
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